Tem Menina no Circuito

Desde 2016, a ONU e a UNESCO decidiram que 11 de fevereiro é o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Essa data tem por objetivo não só homenagear, mas também destacar a importância que as mulheres têm no meio científico e tecnológico.

Apesar de as mulheres representarem cerca de 23,5% de pessoas com ensino superior (tendo como base a população com uma idade ativa, isto é, que pode trabalhar) – enquanto os homens representam 20,7% -, há uma diferença na renda recebida entre os dois gêneros.

Saindo um pouco da atualidade dá para ver que essa disparidade não é coisa do mundo contemporâneo. Você, leitor, já ouviu falar de Hipátia, Rosalind Franklin ou Mileva Maric? Elas foram cientistas incríveis! Uma foi, provavelmente, a primeira matemática da história, que, além de outras descobertas, criou instrumentos (o astrolábio, por exemplo), mas foi assassinada; outra, descobriu a estrutura da molécula de DNA, mas teve seu trabalho roubado por um aluno que ela orientava (o qual ganhou o Nobel pela descoberta dela); e outra contribuiu integralmente para a Teoria da Relatividade de Einstein, mas não teve seu nome na pesquisa nem reconhecimento por essa.

O que foi exemplificado acima mostra que a existência dessa data não é mera criação comercial ou propagandística, mas sim uma necessidade, porque, mesmo com três anos de sua criação [da data], a desigualdade de gênero na ciência (não apenas nessa área) continua presente.

Contudo, o projeto “Tem Menina no Circuito” é um feito de inclusão pela ciência, alcançando meninas de ensino médio. Além desse, coexistem outros projetos no Brasil e no mundo que têm o mesmo objetivo. Sendo assim, podemos pensar que nem tudo está perdido; e, para ilustrar um pouco essa esperança, vamos mostrar quem são as mulheres cientistas desenvolvedoras do projeto, assim como as alunas aspirantes a cientistas que fazem parte dele:

  • Thereza Lacerda Paiva – doutora em Física pela UFF; possuiu dois pós-doutorados; pesquisa supercondutividade e outras áreas; e, atualmente, é professora da UFRJ;
  • Elis Helena Sinnecker – doutora em Física pela UNICAMP; possuiu dois pós-doutorados; pesquisa propriedades físicas de metais e ligas e afins; atualmente, é professora da UFRJ;
  • Tatiana Rappoport – doutora em Física pela UFRJ; possuiu dois pós-doutorados; pesquisa, principalmente, propriedades quânticas de materiais; atualmente também é professora da UFRJ;
  • Gabriella Galdino – graduanda em Física pela UFRJ; participou do projeto nos anos iniciais; hoje, está na faculdade e é monitora do projeto;
  • Mylena Larrubia – graduanda em Astronomia pela UFRJ; é aluna de extensão do projeto e escreve para o blog;
  • Mayra Meirelles Marques – graduanda em Física pelo CEDERJ (UFRJ); é monitora do projeto;
  • Julia da Silva Santos – graduanda em Engenharia Química pela UFRJ; é monitora do projeto;
  • Ana Carolina Oliveira – graduanda em Física pela UFRJ; é aluna de extensão do projeto;
  • Carolina França – graduanda em Matemática pela UFRJ; é aluna de extensão do projeto;
  • Eliane Dias – graduanda em Física Médica pela UFRJ; é aluna de extensão do projeto;
  • Thais Teles – graduanda em Física Médica pela UFRJ; é aluna de extensão do projeto;
  • Isabella Rocha – graduanda em Física Médica pela UFRJ; é aluna de extensão do projeto.

Para mais do que foi citado acima, a matéria desse site sobre o Nobel da Física de 2018 fala um pouco mais sobre desigualdade de gênero na ciência: Por que tem MENINA no circuito?.


Referências:

IBGE: Estatísticas de gênero, indicadores sociais das mulheres no Brasil.

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