Tem Menina no Circuito

Ontem, dia 2 de outubro, foi liberada a notícia sobre quais são os ganhadores do prêmio Nobel de Física desse ano. O mais curioso não foi a pesquisa dos ganhadores, mas sim o fato de a pesquisadora entre esses ser apenas a TERCEIRA mulher a conseguir tal prêmio (além de isso acontecer só depois de 55 anos em que a segunda ganhou). Isso diz muito sobre a sociedade em que vivemos, onde meninas e mulheres, apesar de conseguirem fazer trabalhos tão fantásticos quanto os dos homens (e, por vezes, até mais fantásticos) serem subjugadas.

Visto isso, cabe a discussão do porquê de o projeto desse blog ser focado em meninas. Normalmente, elas não são encorajadas a estudar, pois são vistas como pessoas que têm que cuidar da casa, do parceiro e afins. E ainda, as que estudam, são quase forçadas a trabalharem nas áreas de “cuidados com outros”, como enfermagem, por exemplo. Então, as poucas que conseguem se dedicar à área que gostam, seja essa na ciência ou não, percorrem um caminho cheio de obstáculos só por conta de seu gênero; muitas vezes são desacreditadas, mesmo tendo boas pesquisas, e são vistas como menos inteligentes que os homens da mesma atuação.

O projeto “Tem menina no circuito” veio para incentivar adolescentes do ensino médio a conhecerem a ciência. O que não as obriga a seguirem essa área, mas as faz ter direito de escolha com um conhecimento mais amplo de outra perspectiva não muito comum. Por exemplo, já teve menina que participou ativamente do projeto e está fazendo Letras na faculdade. E isso é ótimo! A questão é mostrar coisas novas para as meninas; é não perder uma futura cientista só porque, por conta da precária educação brasileira e dos preconceitos sociais, ela não sabia o que é ciência.

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